2 de ago de 2010

O IMPACTO GERADO PELO PROGRAMA MCMV* NO PROCESSO DA HABITACÃO URBANA

Com avanços e recuos, a política habitacional urbana do governo Lula reorganizou a estrutura institucional, os recursos do Orçamento da União mais que duplicaram entre 2003 e 2008 – de 350 milhões para 4 bilhões de reais. Com o PAC, criou-se um grande programa de urbanização de assentamentos precários: o Programa Minha Casa, Minha Vida.
O programa é o retrato de seus autores: representantes de onze grandes empresas da construção e/ou incorporação em parceria com uma equipe do governo federal liderada pela, então, ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.
Após 25 anos sem ações expressivas de política de habitação, o programa elevou a verba destinada à habitação a um patamar adequado. A retomada dos investimentos das políticas setoriais de habitação e saneamento deu-se mais exatamente a partir de 2003, com a criação do Ministério das Cidades, a construção de moradias apresentou progressivos aumentos também com o auxilio do novo marco legal relativo às atividades de financiamento, incorporação e construção.
O movimento de construção de moradias passou a ser relevante, do 1 milhão de moradias, 400 mil são dirigidas à população com renda de zero a três salários mínimos.
O impacto dessas 400 mil unidades previstas para a baixa renda (até R$ 1.395,00) é pequeno, alcançando cerca de 6% do déficit acumulado. As famílias com renda entre R$ 1.395,00 e R$ 4.650,00 serão mais bem atendidas. A novidade é que, no governo Lula, a baixa classe média vem crescendo, e é o mercado imobiliário que promove os empreendimentos, com subsídio publico. Por outro lado, os investimentos destinados ao financiamento de moradias para um amplo – e exagerado – espectro de renda (o programa inclui até unidades de 500 mil reais com algum tipo de subsidio) vieram a calhar para algumas das maiores incorporadoras, que abriram capital na Bolsa de Valores, e estavam, até mesmo antes da crise de 2008, descapitalizadas, ao mesmo tempo que detinham um patrimonio significativo em terras adquiridas no ano anterior.
O forte investimento pressiona o mercado de terras, pois pouquíssimos municípios desenvolveram politicas urbanas adequadas, o grande avanço foi a incorporação da regularização fundiária.
Apesar das distorções e lacunas, o Minha Casa Minha Vida tem o mérito de colocar a habitação na agenda do país, o importante do programa é a inclusão de uma classe que tinha dificuldades para realizar o sonho da casa propria e é um importante impulso para essa missão, com a intenção de fazer com que 1 milhão de moradias sejam construídas, pois com o programa existem subsídios suficientes para inclusão.
A situação é favorável tanto para a demanda de pessoas que procuram uma carta de crédito bancário quanto das empresas que estão vendendo imóveis dentro do programa, que está incluindo pessoas que não estavam no mercado, com destaque para as que ganham entre três e dez salários mínimos.
As construtoras estão buscando se adaptar a esse nicho, criando pacotes para esse publico. A melhora da renda e a migração de pessoas para a classe C nos últimos anos também contribuíram para isso.
*MCMV = Minha Casa Minha Vida

16 de jul de 2010

Dilemas da Cartografia: a leitura dos mapas

Uma reportagem realizada pelo Jornal da Gazeta mostrou que a maioria da população brasileira não sabe onde fica o Brasil no mapa mundi. O video abaixo, que conta com a colaboração de Marcelo MARTINELLI (um ícone sobre assuntos cartográficos), expõe uma realidade sensível a qualquer cidadão.



Elaborada pelo Instituto IPSOS (veja mais em: http://www.ipsos.com.br), a pesquisa revelou que o conhecimento cartográfico é restrito para a maioria dos brasileiros, tanto para aqueles que estão em fase escolar (o que não é novidade, mas ferramenta de trabalho para que atua na área) como o resto da população que não está mais inserida neste universo, independente de faixa economica, constatando que metade da população desconhece seu proprio territorio quando este é representado num mapa. E é daí que deriva um problema maior, o fato de a metade da população não saber a localização de seu territorio no espaço mundial vai afetar todas as outras escalas (nacional, regional e local) e anular a função da educação cartográfica.
Mais que simplesmente saber ONDE fica tal lugar (como propunha aquela Geografia Tradicional: um inventario da Terra), não existe uma educação/noção sobre os valores dinâmicos exclusivos de cada região e os conflitos espaciais existentes dos quais cita LACOSTE.
No geral, os mapas são uma representação do territorio que podem ser contruidos em escalas e formas diferentes, segundo a necessidade do autor de representar os fenômenos e dinâmicas existentes, vão do comum (MERCATOR, MOLLWEIDE, PETERS) aos renovados (BERTIN, THÉRY, LÉVY). Independente disso, a função social de um mapa é a de revelar ao seu leitor toda a complexidade das relações existentes nas esferas politicas, economicas culturais e sociais entre os diferentes lugares. Conforme afirma MARTINELLI, "o básico é o conhecimento de sua localização".

- Mas POR QUE saber ONDE estão os lugares do mundo? -

A razão principal para esse tipo de conhecimento está no fato de que todos estão engajados e fazem parte dos acontecimentos espaciais, ora personagens (que sofrem ações externas), ora como atores (presentes no sistema hegemonico), ou seja, permite uma análise de como o espaço geografico influencia na dinamica social das diferentes sociedades e como elas são afetadas e maior ou menor escala (como eventos financeiros, economicos, climaticos, etc).
É importante que as pessoas saibam identificar seu territorio quando estes são representados em mapas, mas isto é uma informação primaria. Como propunha Milton SANTOS, é necessario transformar o conhecimento do espaço num saber social das relações totais (humanas mais que físicas).

14 de jul de 2010

O impacto territorial e social dos condomínios do tipo vertical (breve resumo)

Há mais de 25 anos esta vem sendo a principal produção espacial das grandes metrópoles no mundo, um evento internacional, mundial.
A dinâmica da expansão dos condomínios provoca uma série de ações (sobre) no espaço, territorial e socialmente. Há uma reestruturação na lógica da mobilidade, da racionalidade, da economia, da politica, entre outras... que transforma a produção do espaço.
Territorialmente, esses objetos produzidos especialmente para abrigar os contingentes urbanos, foram a principal causa da nova configuração da organização da cidade, atingiu o orgânico e organizacional, gerando algumas rugosidades dentro do próprio organismo - que é a cidade.
Socialmente, essa mesma produção transforma toda uma serie de relações com o espaço, a partir de ações que derivam da propria produção espacial. A interação com o espaço afeta a sua real essência. O meio não é mais social, uma vez que as ações criam rupturas com o espaço pela segregação e pela racionalidade das relações entre aqueles que compõem a sociedade, e isso nas varias escalas do espaço.
Há uma intencionalidade que pode ser mais ou menos justa de acordo com as produções, tanto os condomínios de luxo da Região Metropolitana de São Paulo, como aqueles produzidos para suprir a demanda, são exemplos de como dessa produção derivam técnicas e ações voltadas à atender a propria produção do espaço.
A divisão do trabalho cria uma lógica de produção de mercado, onde há uma cadeia produtiva que se constitui por vários atores, dentro os quais podem ser destacados construtoras, incorporadoras, financeiras, investidores e o Governo, e este ultimo pela propria estruturação que ele possibilita os demais setores envolvidos pelas ações voltadas especificamento ao setor imobiliario.
Essa forma-conteudo, que se configura nos diversos espaços da cidade, possibilita a realização de um estudo focado na propria produção do espaço, já que a cidade reúne a um só tempo os sistemas de objetos e os sistemas de ações, ela é o maior equipamento social, uma vez que foi produzida para suprir todas as necessidades da sociedade (o viver, o produzir, o habitar, consumir, o aprender).
Como o espaço urbano possui uma evolução historia, ele já foi produção política- intelectual, mercantil, industrial e hoje assume um modelo comercial, graças a toda evolução das técnicas, assim como das normas. A atual configuração da cidade caracteriza o ambiente urbano em todas suas esferas (política, econômica, social).
Essa produção comercial do espaço pode ser melhor discutida se a analise do fenômeno for avaliada pela questão habitacional urbana, uma vez que esta é uma das principais produções sociais - do espaço como dimensão.
Nesse processo de produção os agentes hegemônicos ganham força enquanto que órgãos públicos buscam algumas soluções como a concessão de créditos, terrenos e, até mesmo, residências. o que muitas vezes não representa ações efetivas que busquem resolver o problema como um todo, apenas a ponta no "iceberg".
O lugar do morar é apenas um dos produtos do urbanos, a segurança, o trabalho, a sanitariedade, entre tantas outras necessidades, também formam o conjunto de relações que contituem a cidade e caracterizam sua funcionalidade em maior ou menor escala.

2 de mar de 2010

O verdadeiro Big Brother Brasil 10- Brasilia 2010!

Esse é um video promocional da casa mais importante do publico brasileiro. Nessa edição, os candidatos são ilustres desconhecidos da maior parte dos brasileiros, mas estão no centro da maior rede social que esse país possui. Em breve, o público poderá participar na indicação do líder e de seus novos companheiros de confinamento.
Assim como nas edições anteriores (BBB 2006-2002-1998-1994-1990...), as caras são sempre novas e o público sempre é surpreendido com as armações e jogadas de nossos intrepidos participantes, que estão dispostos a tudo para ganhar os premios...
Como forma de interação com nossos candidatos a milionarios, o público brasileiro pode acompanhar algumas matérias importantes publicadas sobre nossos participantes em algumas revistas, jornais e  programas de TV e canais da internet.
Acompanhe pela TV e pela internet 24h, sem perder nenhum lance, e veja se é ou não e surpreendente!